175 Ocupação Fotográfica

Casa 175 lembra pessoas que lembra momentos que lembra fotografia que lembra alegria que lembra fotografia que lembra saudade que lembra sala que lembra janela que lembra casa que lembra lembrança que lembra eu que imagina história que lembra você que lembra imagem que imagina que cria o desejo de criar fotografia.

 

apresentação

Em julho de 2016 o Núcleo de Fotografia da Cia da Hebe ocupa a casa da Rua Capitão João Batista Mendes Silva, no centro da cidade, e inicia uma experiência humana e uma vivência criativa, inspirada numa atmosfera entre memória e sentidos, entre história pessoal e história coletiva - 175 / Ocupação Fotográfica um projeto híbrido de experimentações fotográficas.  

Essa casa que pertence à mesma família há 100 anos e que também abrigou cartório, escritório de advocacia e, no quartinho do quintal, um laboratório de fotografia, se transforma em local para criações, instalações, vídeos, projeções, interferências e performances fotográficas. Expandindo a Fotografia para espaços inusitados e proporcionando um encontro entre a estética contemporânea da fotografia e a estética histórica de uma residência e seus pertences. Encontro que resgata tempos e pessoas, um encontro da fotografia com a cidade e o cidadão de Espírito Santo do Pinhal.

 
histórico

A Cia da Hebe é um movimento artístico que agrega estudo, pesquisa e criação, reunindo pessoas de formações e origens diferentes. Os participantes vivenciam um processo coletivo de informação e formação, acrescentando uma modificação no padrão estético de criatividade.

Desde setembro de 2015 a Cia da Hebe proporciona um diferencial à cidade de Espírito Santo do Pinhal por meio de suas produções e encontros criativos. Colaborando e acrescentando uma modificação no olhar, na sensibilidade e no cotidiano das pessoas.

 

conversas ao pé da mesa

O evento contará também com uma programação de oficinas, palestras e encontros específicos na área de criação fotográfica e também com temas livres como teatro, literatura, culinária, publicidade e poesia. E ainda visitas guiadas de escolas e grupos especiais.

OS ARTISTAS E SUAS INSTALAÇÕES

Tika Tiritilli

"desCONEXÕES" é sobre as relações humanas contemporâneas. Vivemos na sociedade líquida, conceito de Zygmunt Bauman, onde valores nobres diluem-se como água que escorre pelas mãos sem poder detê-las, tornando a vida líquida precária com incertezas constantes, como a incapacidade de se  relacionar com o 'outro' de maneira plena em sua subjetividade e singularidade. Surgindo as diversas intolerâncias, incompreensões, frieza, egoísmo e superficialidade.

 

 

Tika Tiritilli

"oi" é uma crítica humorada à sociedade contemporânea, onde o limite do público e do privado se confundem através do desejo obsessivo de ver (voyeur) e/ou de se exibir (exibicionista). Através de uma montagem de rostos por meio de expressões brincalhonas captados por um 'olho mágico' ou o 'buraco da fechadura', ambos orifícios de portas.

 

Tika Tiritilli

"devires" é sobre um estado em transformação, um movimento permanente pelo qual as coisas passam de um estado a outro, conceito de Deleuze e Guattari, onde há uma zona fronteiriça e múltipla que se desdobra e algo se transforma ao se relacionar com o acontecimento em si, seja coisas, pessoas, momentos, acontecimentos. Abre-se para novos territórios. É sempre um ponto de partida, mas não se sabe necessariamente onde vai chegar.

 

Gisele Morgão

das permanênciasdo vento

Um trabalho que fala da volatilidade da memória e do corpo, que discursa sobre a impossibilidade de se eternizar memórias e pessoas. A apropriação do lugar expositivo fez com que lembranças reais e surreais viessem à tona, criando e recriando situações ora vividas... ora inventadas.

Das permanências do vento é o discurso da impossibilidade... Da impossibilidade de se guardar um corpo, uma memória e um tempo que não se firmam na infinitude.

 

João Barim
Tamara Montefusco Barim

(re)flexões do gênero

Propomos um olhar para a sexualidade, desafiando as barreiras do conforto, da coragem, dos conceitos pré-estabelecidos. Queremos tocar onde ninguém toca por achar errado, proibido, imoral ou até mesmo ridículo. A sexualidade sai do armário, ocupa as áreas sociais da casa e encara.

 

Maria José Benassi

sonhos de uma memória

Casas, pomar, árvores, estradas... Lembranças da minha infância que estão sempre presentes em meus sonhos. Sonhos? Sonhos em que sinto o cheiro da terra molhada pela chuva, do leite fresco, das flores das jaboticabeiras... Escuto o vento balançando as folhas das árvores o barulho do rio correndo entre as pedras, o ranger do assoalho de madeira, as risadas... Memórias que o chão, o solo foi testesmunha e guarda os vestígios das brincadeiras, da alegria, da emoção, dos tombos...

São essas memórias e emoções que procuro resgatar com meu trabalho. Fotografias retrabalhadas, modificadas, interferidas e processos fotográficos em vidros como amostras científicas da memória.

 

 

Maria José Benassi 

caminhos da infância

Passadeiras fotográficas estampadas de fotos de minha infância e de tantas outras infâncias será estendida pela casa formando caminhos, por vezes tortuosos, por vezes lineares. Ao serem pisados pelas pessoas que visitam a 175, as imagens se modificam. Como a vida.

 

João Barim

eu sou casa

Um ensaio sobre o pós-amor. Neste trabalho as sensações do abandono e do estar só me levam a uma viagem dentro de uma casa que, além de casa, representa meu eu mashucado, desiludido, sem esperanças e abandonado.

 

Luana Perina Romão

roupas com histórias

O resgate de histórias despertas através de roupas guardadas e um vídeo que, como numa brincadeira de criança, trocamos rostos e corpos, fantasias e criações.

 

Roberta Sucupira

na casa da maria e do joão

Entrar na 175, para mim, foi uma “reocupação” do espaço, visto que passei grande parte da minha vida por lá. Os recortes mais significativos encontrei entre as paredes do escritório que foi do meu pai e da compinha, onde a família dos meus tios e primos faziam as refeições.

Estar na copinha é voltar nos anos. Nela, minhas recordações e recortes do tempo são traduzidos pela audição e pelo olfato, aleatoriamente. Sons de crianças brincanco no quintal, do lanche da arte, da água fervendo para o café. Cheirinho de pão fresco, do café coado em coador de pano, do barro que fazia bolinhos e deixava secar ao sol. Cheiros, vozes e sons que misturam, mas, consigo marcar tempo a tempo o que senti nessa copinhal. E nela, recoloquei tudo em seu lugar.

 

 

Roberta Sucupira

 

instalação 60

A imagem de meu pai no escritório, seu trabalho, seus clientes, suas histórias e a maneira sempre acolhedora para comigo veio com naturalidade, sem resistência. E é com esta vivência deste ambiente que tomarei conta do espaço. Simbolicamente, trarei o meu pai de volta e, com ele, sua trajetória e vida entre essas paredes.

 

Marta Coutinho

afetos fotográficos

Trago pessoas da minha família, evidenciando neles minha raça negra. Trago também, sonoramente, a descrição afetiva dessas pessoas na minha vida, propondo aos deficientes visuais duas leituras dos retratos: visual e poética.

 

Maria Fernanda Salveti

memórias em fragmentos

Em “Memórias em Fragmentos”, desmontei fotos antigas de minha vida e de minha família, recortei os espaços e cenários dessas fotos. Olhei para mim mesma hoje, me fotografei e me recoloquei nesses espaços de saudade.

 

Heloísa Mattiazzi

meus olhos: eu

Eu vou me resgato nos diversos momentos da minha vida através do meu próprio olhar. Um trabalho de conhecer e reconhecer a si mesmo através dos olhos.

 

Juliana Cabreira

lembranças tatuadas

Em lembranças tatuadas as fotos de família com os recortes da manta de retalho trazem lembranças de minha avó. A manta representa minha vida, e as fotos minha família, em especial minha avó. Colocando as imagens nos recortes de manta, tatuo lembranças de minha família em minha vida.

 

Manuel Figueiredo

lugar que se sente

Na minha instalação “Lugar que se sente” uso recursos de dissimulação da realidade para produzir nesse trabalho fotográfico algo tão distante e presente em nós: nossos sonhos. Produzindo a ficção, ou a saída para expor nossos medos.

 

Leandro Pereira

universo estático

Vazio. Esse é o sentimento que restou quando, em 2015, me despedi de minha avó Nair. Ela foi uma grande amiga, companheira, avó, mãe, pai... Aprendi a vida ao lado dela. Neste trabalho, faço uma viagem intergaláctica no meu Universo Pessoal que, mesmo quando não tenho intenção, se esbarra nas memórias que construímos juntos.

 

Letícia Zibordi

muros

Neste trabalho estão os nomes dos apoiadores do projeto 175, em caligrafia manual.

 

Urubatan Miranda

despejos

 

Mônica Sucupira

hebe sempre hebe

 

1 Comentários:

  1. Rita beverluce Maia
    maio 24, 2017

    Sou grata a Deus por ver trabalhos lindos que todos fizeram e estão fazendo sou uma pessoa de sorte por estar nesse projeto, ver o grupo olhos d’alma na galeria me enche de orgulho. Como ficaram lindas as fotos, sensível, suave muito diferente de outras fotos. Estou encantada! Parabéns! Beijo s2

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